30 novembro 2015

O que ando a ler. . . #7 | #8

Já vos falei várias vezes do objetivo que estabeleci para mim de voltar a ler com regularidade. Para me ajudar a cumpri-lo inscrevi-me o ano passado num programa da Biblioteca Municipal (a Comunidade de Leitores) em que tinha de ler um livro em três semanas e depois partilhar com os outros leitores o que tinha achado desse livro. Quando as sessões chegaram ao fim estava satisfeita comigo: fui a quase todas e só não consegui terminar um livro a tempo da respetiva sessão! Desde então até agora queria ter lido mais do que li na verdade, tinha pensado pôr em dia uns quantos livros que tenho cá em casa à espera de serem lidos, mas... O tempo passou e esses continuam na estante à espera da vez deles! Entretanto, uma amiga emprestou-me um livro no qual eu, por minha iniciativa, não pegaria, não pela autora ou pela história em si mas apenas porque é enorme :) e acho sempre que não vou conseguir ter tempo para ler livros muito grandes e que perderei o interesse neles. Comecei a lê-lo nas férias e só acabei dois meses depois... "Fraquinha" poderão pensar alguns, mas eu estou contente não só porque o acabei mas também porque ler passou a ser um hábito na minha rotina diária, o que já não acontecia há muito tempo. Mais do que ganhar este hábito, voltei a sentir como é bom ler, exercitar a nossa cabeça, imaginar como são os espaços e as personagens através das descrições e aprender mais qualquer coisa!



Gostei muito deste livro, A filha da minha melhor amiga de Dorothy Koomson. Logo nas primeiras páginas pensei que seria uma história triste e comovente, mas no capítulo seguinte achei que talvez não fosse assim tanto, "afinal, é uma leitura leve, se calhar até demasiado leve... um pouco fútil..." foi mesmo o que julguei. No final, revelou-se um livro leve de ler, sim, mas percebi que as alusões a marcas, por exemplo, não trouxeram futilidade à história, apenas a aproximaram o mais possível à realidade dos nossos dias (quer se queira quer não, as pessoas ligam a isso, convivem com isso diariamente), além de ajudar a aligeirar os dois temas principais do livro: a perda de alguém e o sentimento de traição. Pelo meio, há muitos aspetos abordados: falta de autoconfiança, violência infantil, traumas de infância e juventude, mas também episódios divertidos e uma grande indecisão por parte da personagem principal ao longo de grande parte do livro... Houve partes que me comoveram mais, pela história em si, por imaginar (e saber) que acontecem casos daqueles e, claro, por dar por mim a pensar "e se acontecesse comigo?", o que acaba por ser inevitável de pensar, principalmente depois de sermos mães... Mas gostei muito e gostei do final! Ainda pensei que a Kamryn me fosse trocar as voltas, mas acabou a história como eu gostava que terminasse :)

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Sinopse: Kamryn Matika e Adele Brannon, melhores amigas desde sempre, acreditavam que nada poderia separá-las... Até Adele fazer o impensável e envolver-se com o noivo de Kamryn, Nate. Dessa relação ilícita nasce uma filha. Anos mais tarde, Adele está a morrer e implora a Kamryn que adopte a sua filha, Tegan. Com uma carreira fantástica e uma vida social eléctrica, a última coisa de que Kamryn precisa é uma criança de cinco anos para lhe estragar os planos. Mas, sem ninguém para tomar conta de Tegan e com o falecimento inevitável de Adele, terá ela outra escolha? Assim se inicia uma difícil viagem que conduzirá Kamryn ao perdão, ao amor, à responsabilidade e, por fim, a um melhor conhecimento de si mesma.

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Entretanto, já acabei de ler outro livro, Chocolate de Joanne Harris (acho que já toooda a gente o leu pelo que dispensa apresentações, mas eu ainda não tinha lido) e a semana passada já retomei também a Comunidade de Leitores. Que livros virão a seguir? ;)


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29 novembro 2015

Leituras aqui por casa - for Mom & Kids!

Se há um ano decidi que queria habituar-me a ler com regularidade, agora habituei-me tanto que não consigo ter a minha mesa de cabeceira sem livros! Há umas semanas, era assim que ela estava...


Mas não estou a ler tudo ao mesmo tempo, claro. Levei um livro para o trabalho e todos os dias, nos minutos que sobram da hora de almoço, leio um capítulo; nas noites em que não vejo um episódio de uma série nem trabalho no blog, leio duas ou três páginas de outro livro (neste momento, o da Rita Ferro Alvim) sobre educação e desenvolvimento das crianças (e dos pais!), o que o meu sono me permite ler antes de adormecer... Agora já arrumei na estante os que ainda não comecei a ler, mas ainda estiveram ali ao meu lado (quando me levantava de manhã, quando me deitava à noite, quando me levantava a meio da noite para ir ao quarto da princesas como tive de ir mesmo agora...) algum tempo, não por desarrumação ou esquecimento mas para me lembrarem que é possível esticar o tempo! O meu dia continua a ter as mesmas 24 horas que tinha antes de ser mãe de gémeas, continuo a trabalhar e a fazer tudo o resto de dia e a dormir durante a noite (quando me deixam!) mas se conseguir aproveitar os minutos "soltos" ao longo do dia, dá para ler sim, não há desculpas. Digo isto agora, mas ai de quem me dissesse tal coisa nos meses que se seguiram ao nascimento das princesas...!! Mas é verdade, pode não ser logo, logo, mas mais cedo ou mais tarde, continua a haver vida depois de sermos mães de gémeas ;)

Por falar nelas, e porque "é de pequenino que se torce o pepino", temos agora uma nova rotina cá em casa. Rotina não será a melhor palavra pois não estabelecemos uma frequência, mas quando podemos, levamos as meninas à Biblioteca Municipal para escolherem dois livros para trazerem para casa. Vamos até lá, devolvemos os livros que trouxemos antes, escolhemos outros dois para trazer para casa e um outro para ler lá, no cantinho da leitura onde nos sentamos nuns pufes em forma de animais por um bocado. Já há algum tempo que elas não passam sem uma história antes de dormirem, mas agora que já estão mais crescidinhas começámos a fazer também estas visitas à biblioteca para as habituar ao ambiente (estarem sossegadas e em silêncio é difícil, mas é um bom treino!) e aos livros - elas desde cedo gostaram de ter livros, mas brincavam com eles, punham-nos na boca, o normal da idade; agora, começam a entender que não os podem estragar porque temos de devolvê-los em bom estado para trazer outros. Estes foram os primeiros que trouxeram para casa...



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26 novembro 2015

Don't be so hard on yourself


Tenho andado um pouco ausente do blog e das redes sociais. Podia dizer que é só por cansaço, mas não estaria a ser totalmente honesta. É verdade que me tenho sentido cansada e quando as miúdas estão finalmente a dormir, já não tenho energia para me sentar ao computador a escrever, mas não tem sido só isso. Estarmos já no outono, com a luz do dia a desaparecer mais cedo e os dias a parecerem demasiado curtos também não tem ajudado (começo a achar que funciono a energia solar...!), mas o que me tem limitado mais tem sido mesmo a minha cabeça e eu própria, ou como diz uma amiga, o meu "complicómetro"...

Volta e meia, cá anda uma nuvenzinha a pairar por cima da minha cabeça, a sugar a minha energia e trazendo com ela muitos pensamentos e emoções... Sabem quando vemos hamsters a correrem numa roda dentro da gaiola? Acho que é a imagem que melhor explica o que sinto / penso nestas alturas: corro, corro, mas não saio do mesmo sítio, não chego a lado algum! Claro que é só no sentido figurado da coisa, pois correr no verdadeiro sentido da palavra é algo que já não faço há muito tempo e se calhar até me fazia bem... Não, não corro a sério, mas fico cansada como se o fizesse porque o meu cérebro não me dá sossego; penso, penso, penso muito e em muitas coisas, tenho imensas ideias para tudo e mais alguma coisa, mas depois há sempre isto ou aquilo que falta (tempo, oportunidade, forma de conseguir, sei lá mais o quê), e fica tudo a meio ou nem isso e o desgaste psicológico de não ver nada acontecer acumula-se... Fico sem rumo, sem foco, a sentir-me perdida e com a sensação de que a vida está a passar por mim, a passar-me ao lado, e eu sem saber o que fazer para a acompanhar.

É esquisito, sim eu sei, mas dá-me para isto de vez em quando sem que eu consiga controlar e quando ando assim, além de não ter energia nem inspiração para quase nada, não acho honesto vir aqui escrever se não estou assim tão feliz como diz o nome do blog... Felizmente, "dá forte mas passa depressa", como se costuma dizer, e com alguma persistência (ou teimosia, por que não dizê-lo), lá volto a entrar nos eixos e a deixar as ideias fluírem (afinal se temos cabeça não pode ser só para fazer cortes de cabelo giros e usar chapéus!) - nunca se sabe quando vamos ter a tal oportunidade, criar a forma de fazer acontecer, arranjar o tempo que falta...

Antes de publicar este post ainda ponderei se o devia fazer, se valeria a pena; lá me decidi que sim porque falar, escrever, partilhar faz bem não só aos narradores mas também aos ouvintes / leitores e embora saiba que poucas serão as pessoas a ler isto que estou a escrever (há que ser realista...), pode ser que alguém se identifique com estas minhas palavras e não se sinta tão só ou mesmo tão estranho nos seus pensamentos - não são poucas as vezes que dou comigo a pensar, por exemplo, "porque não sou uma pessoa normal, que faz o seu trabalho, cuida da família e da casa e isso lhe basta?". Não acho que seja mau querer criar algo novo, ter projetos próprios, continuar a aprender coisas novas, mas se as coisas não acontecem como gostaríamos ao fim de uns tempos começamos a achar que há algo de errado connosco e a situação torna-se desgastante. Ainda nesta minha espiral de emoções, li um post no blog Doce para o meu Doce, vi uma publicação no Instagram da Sophie Paterson Interiors e conheci pessoalmente a Susana do Feliz é quem diz (um projeto do qual sou fã e quero falar em breve!) e estes três momentos inspiradores ajudaram-me a ultrapassar mais esta crise existencial e a decidir que devia escrever isto e publicar. Porque, afinal, há coisas que não são tão únicas e diferentes como julgamos e devemos inspirar-nos uns aos outros :)

Para terminar, transcrevo o refrão da música Don't be so hard on yourself (Jess Glynne), que só pelo nome diz tudo...

I'm standin' on top of the world, right where I wanna be
So how can this dark cloud keep raining over me
But hearts break and hells a place that everyone knows
So don't be so hard on yourself, no


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17 novembro 2015

#8 Sabiam que. . .


Gémeos verdadeiros não têm impressões digitais iguais?

Apesar de terem o DNA quase igual, as impressões digitais dos gémeos verdadeiros são diferentes porque não são constituídas com base no DNA. Desde o momento da concepção até ao período entre a 6ª e a 13ª semana de gestação os gémeos têm as mesmas impressões digitais, mas por esta altura começam a mexer-se e encostam-se ao saco amniótico, o que leva à formação de estrias e linhas nas mãos de cada um, o que dificilmente resultará em impressões digitais iguais. É caso para dizer que são artigo único, handmade! ;)


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03 novembro 2015

O meu cão - Luísa Sobral

Já há bastante tempo que não acrescentava uma música à play-list para as minhas miúdas e hoje é um bom dia para o fazer... O nosso cão está de parabéns, faz 6 anos hoje!! Por isso, "O meu cão" da Luísa Sobral assenta aqui que nem uma luva ;) e elas adoram esta música e o videoclip! Aliás, elas gostam de várias músicas da Luísa Sobral, "Não me deixes à porta da escola", "João", "Xico", mas a do cão é a que faz mais sentido partilhar hoje.

Tal como já disse hoje no Instagram, ele costumava ser o centro das atenções, o "rei" cá de casa, até as princesas nascerem e o destronarem... Ele viu as pequenas invadirem-lhe a casa, reduzirem-lhe os passeios na rua, preencherem os períodos de silêncio com risos, gritinhos, choros e birras, espalharem muito mais brinquedos do que ele consegue espalhar meias, chinelos e pantufas (ele tenta equiparar, mas ele é só um e a quantidade de calçado também é menor do que a de brinquedos) e até resistiu a alguns puxões de pelo! Em contrapartida, agora recebe festas a quatro mãos pequeninas (quando não se esconde delas!) e todas as manhãs quando saímos de casa tem direito a dois biscoitos, um das mãos de cada miúda - e ai de mim que diga que ele não pode ou não deve comer, elas têm de lhe dar e ninguém o pode fazer por elas!

:) Parabéns Dixie! :)



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31 outubro 2015

Intercasa'15 | Lisboa Design Show 2015

Outubro está mesmo, mesmo a acabar, e com ele vieram as primeiras chuvas do outono, as eleições legislativas menos decisivas de que me lembro, a mudança para a hora de inverno, o frio que não sendo ainda muito já nos faz ir buscar um casaco mais confortável ao armário... Mas não só. Outubro trouxe também mais uma edição da Intercasa e do LXD à FIL e embora tendo sido já no início do mês, só agora consigo mostrar um pouco do que vi por lá.




Reencontrei alguns projetos que conheci na edição do ano passado e dos quais falei aqui. Um desses exemplos foi a Blu.B, que além das peças de roupa descontraídas e originais com que se apresentou, tem agora uma outra novidade cheia de pinta: as polainas para personalizar e colorir o calçado das miúdas!

Voltando às marcas que conheci este ano e que me chamaram mais a atenção, deixo-vos algumas fotos e o que achei de cada uma delas. Alguns projetos são muito recentes, lançados este ano, outros têm já mais tempo de existência (poderá esta nem ter sido a primeira vez que estiveram presentes neste evento, mas há sempre tantos expositores que é difícil vermos tudo, tudo, e por isso só os conheci este ano). Mas o mais importante é que são todas marcas portuguesas, com design e produção nacional, e que mesmo com a situação económica que temos, inovam, avançam e lutam para levarem os seus sonhos e os seus produtos o mais longe possível.

...

Anna Margarette - a Designer de Moda Ana Margarida Silva é quem está por trás desta marca de vestuário e acessórios de moda, é ela quem desenha todas as peças. As fotos abaixo fazem parte da Nuah - Accessories Colection F/W 16.17, uma coleção de acessórios de moda desenhados e trabalhados manualmente pela designer (depois de serem cortados a laser). Criatividade, exclusividade e qualidade são palavras de ordem da marca, tanto nas peças de vestuário como nos acessórios.




De Raiz - Design e Arte - ecodesign foi a palavra que me veio à cabeça quando vi o stand da De Raiz e não podia mesmo ser outra! Peças de mobiliário, iluminação e decoração handmade, feitas a partir de madeira, logo, todas diferentes entre si. E quando digo madeira, estou a referir-me aos troncos das árvores mesmo e não a madeira já preparada e trabalhada industrialmente! É aqui que entra o ecodesign... é a partir dos resíduos florestais resultantes das podas e cortes de árvores necessários à manutenção da floresta que surgem as criações desta marca. Peças simples mas muito bonitas e apelativas, que dão um toque mais natural a uma decoração contemporânea ou complementam muito bem uma decoração de estilo rústico. Qualquer que seja o objetivo, todas elas são peças lindas (na altura publiquei no Instagram uma foto que tirei a um candeeiro que tinham em exposição no stand e que eu adorei), não fosse eu fã deste estilo mais nature!




JôKids Design - marca de roupa infantil, "mais uma" pensei eu quando avistei o stand da JôKids, mas quando me aproximei mais vi a qualidade e os detalhes das peças de roupa desta marca. Logo ali fiquei encantada com as capas para as meninas, cujas fotos podem ver a seguir, mas em casa vi com mais atenção a página no Facebook e encontrei tantas outras coisas giras (vi uns fatos de banho para meninos e meninas tão giros!)... mas estas capinhas ficaram-me no pensamento, sem dúvida! ;)




Kids Riders & Red Dolls - triciclos, cavalinhos de madeira... brinquedos tradicionais mas com um design moderno e cores atuais e fofinhas! Coisas muito giras para a decoração dos quartos dos mais pequenos e para eles se divertirem, claro! Fica a dica: as crianças gostam de jogar consola e brincar com um tablet, mas também gostam de brincar com coisas tão simples como um triciclo (ou uma caixa de cartão ou molas para estender roupa :) só para dar mais dois exemplos); haja cor e com quem brincar, e é tão fácil fazer uma criança feliz...




"Sapatos Namorar Portugal" - esta coleção de sapatos da marca Àlinha não é uma coleção qualquer, ou melhor, estes não são uns sapatos quaisquer, são obras de arte! Além da originalidade e beleza deles, é o conceito por trás destes sapatos que os torna ainda mais apreciados e especiais, a forma como a tradição portuguesa é lembrada e homenageada através dum objeto do quotidiano, um acessório de moda que para muitos (muitas!) é uma paixão. Este é apenas um dos modelos, mas vejam lá se não são lindos?




Shoes Your Mood - falando ainda em sapatos... mas desta vez, ténis! Conforto e estilo é o que procuramos nuns ténis, mas e se além de confortáveis e giros eles pudessem ser também personalizáveis?? Trocando as palas dos ténis da Shoes Your Mood podemos ter todos os dias uns ténis diferentes consoante o nosso look, o nosso mood... E só com um par de ténis! A ideia é original e os conjuntos de palas são muito giros, com padrões coloridos e variados.




Fotos: cedidas pelas marcas e / ou das respetivas páginas de Facebook


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Quero mostrar ainda duas fotos que tirei da instalação "Outros Universos Interiores" do Tiago Patrício Rodrigues, Arquitetura e Interiores & Pura Cal. Ainda não conheço a loja pessoalmente mas já sigo o trabalho deles há algum tempo (ou não tivesse sido meu formador no curso de Decoração de Interiores o Arquiteto Tiago Patrício Rodrigues) e gostei de ambos os espaços desenvolvidos.

The White Side // Outros Universos Interiores

The Black Side // Outros Universos Interiores


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20 outubro 2015

1º aniversário do blog!

Em agosto do ano passado, a vontade de escrever sobre a minha experiência enquanto mãe de gémeas ganhou forma e, depois de alterar nome, imagem e estrutura do meu velhinho blog, publiquei a 4 de setembro o meu primeiro post como Twins Mom! Mas só um mês mais tarde é que "nasceu" o E assim sou (mais) feliz!: além da própria essência do blog, também o nome tinha de ser genuíno, feliz e positivo, e foi isso que senti que transmitia esta frase quando ela me veio à cabeça... Soou tão bem que passou a definitivo a 20 de outubro de 2014, data que escolhi então para assinalar como aniversário oficial do blog!


É por isso que hoje quero agradecer a quem lê o que escrevo, a quem segue por aqui e / ou pelo Facebook, a quem aqui passa muitas vezes ou só de vez em quando. A quem acompanha as minhas "aventuras, desventuras e outras parvoíces", a quem sorri ao ler algumas coisas que vou publicando, a quem aprende ou tira alguma informação útil dessas mesmas coisas. Agradeço em especial à minha família (aos meus dois leitores assíduos: o meu marido, que tantos serões já passou sozinho enquanto eu termino posts e que lê quase tudo o que escrevo, e a minha prima, que diz que escrevo como se estivesse a conversar com ela - check! objetivo cumprido ;) - e, claro, às minhas filhas que ainda não leem mas que são a minha maior inspiração, quer para o blog como para a vida, é por elas que dou o meu melhor todos os dias - mesmo quando me passo, sorry!! não sou de ferro... - e tento ser o melhor exemplo que consigo) e amigos.

Hoje é um dia especial, simbólico, mas é claro que nem todos os dias são "cor-de-rosa", um aspeto que friso aqui no blog muitas vezes. Aliás, volta e meia sinto-me um pouco perdida em relação a um ou outro ponto da minha vida e nos últimos dias tenho sentido isso novamente... Mas hoje é dia de festa, cantam as nossas almas, e por isso, para quem tal como eu, acha que o sonho comanda a vida e que o importante é nunca desistir (mesmo naqueles dias em que nada parece bater certo nem fazer sentido...), digo: continuem desse lado :) :)

Já por algumas vezes pensei "porque continuo com o blog?" e a resposta é simples: porque gosto de escrever, porque desistir é a opção mais fácil e porque sei que não posso mudar o mundo mas se fizer algo que goste, o mundo torna-se melhor e mais bonito! Se vou conseguir alcançar tudo o que ambiciono não sei (para dizer a verdade, duvido mesmo porque sou uma pessoa insatisfeita por natureza!), mas enquanto for alimentando este espaço com as minhas palavras, sonhos, pensamentos e partilhas, sinto-me bem. Sentir-me ativa faz-me bem, não ficar parada apenas na rotina diária "casa / emprego / casa", e manter este blog puxa por mim: tenho aprendido muitas coisas ao longo deste ano, quer por pesquisas minhas, por pequenas formações presenciais e on-line que tenho feito e pela leitura e inspiração de outros blogues que sigo.

Estou contente por este marco, o 1º aniversário, e espero que venham ainda muitos mais pela frente! E se possível, acompanhados por outros marcos importantes, relacionados com o blog ou não :) :)


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09 outubro 2015

Inspiração: Projeto de Interiores - gabinete Septembre Architecture

Sexta feira, véspera de fim de semana! :) Para terminar esta semana, ficam as fotos de um apartamento em Paris renovado pelo gabinete Septembre Architecture. Não querendo alongar-me muito, digo apenas que o projeto está muito bem conseguido! Adoro a fluidez, a continuidade visual ao longo de toda a casa, o estilo simples e atual da decoração, os materiais escolhidos (os mosaicos da casa de banho, a conjugação da madeira e do mármore na cozinha, o chão do escritório!)... Já para não falar da amplitude dada pelo branco e do fantástico aproveitamento de todo o espaço (entre outras coisas, as portas de correr e até a ausência de portas são, sem dúvida, um aspeto importante). Basicamente, GOSTO DE TUDO! Vejam as fotos e digam-me se também não gostam?


















Dá para acreditar que este apartamento só tem 60m²?


Fotos retiradas do site www.septembrearchitecture.com


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05 outubro 2015

É tudo uma questão de percentagens. . .

Foto: Célia Lopes Fotografia

E não, não estou a falar dos resultados eleitorais, apesar de ter sido o tema do dia de hoje. Estou a falar das mais variadas situações que os pais de gémeos vivem diariamente e nas quais têm mais 50% de hipótese de conseguir algo que os outros pais - seja algo muito bom ou algo mais chato... Por exemplo, noites mal dormidas: há quem tenha a sorte de ter filhos que dormem a noite inteira desde bebezinhos (seus sortudos!) e há quem só consiga voltar a dormir bem quando os filhos já têm 3 ou 4 anos. Ora, aqui em casa deve ter calhado a rifa da segunda opção porque as princesas já têm dois anos e meio e ainda não recuperámos o tempo das noites dormidas por inteiro, mas para ajudar à festa temos a agravante da tal percentagem, os tais 50%... Enquanto uma adormece e só acorda no dia seguinte, a outra acorda algumas vezes, choraminga e remexe-se muito na cama - logo, a maioria das vezes que acordamos e nos levantamos durante a noite é graças a ela, a pequena H.

Esta noite ela até dormiu bem (vá, menos mal) porque só acordou uma vez. Mas eis que a percentagem dos 50% nos trama... e a B passa a noite a chamar a mamã e a querer que eu fique ao pé dela e nem com uma luzinha acesa a coisa melhora... Ou seja, quando somos pais de gémeos vivemos momentos mágicos e únicos, mas também temos o dobro da probabilidade de termos situações menos "cor-de-rosa" e noites mal dormidas! O exemplo que, tendo em conta a noite passada, hoje mais me ocorre :(


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01 outubro 2015

São gémeos... Gémeos?! UAU!! E agora...?!?

- Está a ver o mesmo que eu?
- Sim! (ela deve estar a falar da imagem a preto e branco, que eu mal percebo; sim, estou a ver, não percebo nada, mas vejo!)
- A Tânia tem gémeos na família?
- Não.
- E o seu marido?
- Também não. Mas porque pergunta, Dra.?


Não, não percebi logo o porquê das perguntas que a minha obstetra me estava a fazer... Aliás, nem quando ela disse "não está a ver? são dois!", ao que eu ainda respondi "dois quê...?". Definitivamente não estava à espera, era algo que nunca tinha imaginado e não estava mesmo a encaixar a informação que ouvia e só não caí da marquesa em que estava deitada abaixo por isso mesmo: estava deitada. O meu marido, que só entrou depois de já termos feito a descoberta (ou melhor, a Dra. Lina fez a descoberta, eu estava a tentar percebê-la...), assim que olhou para o monitor onde apareciam os dois pequenos feijõezinhos entendeu logo - eram gémeos. Ele de sorriso de orelha a orelha e eu em choque, contente por estar tudo bem com os bebés, mas em choque e com imensas coisas a passarem pela minha cabeça: como ia o meu corpo, magro e pequeno, suportar um barrigão com dois bebés, como ia eu amamentar dois bebés, como ia eu tratar de dois bebés, and so on... Ao chegar a casa e entrar no nosso quarto a primeira coisa que disse foi "e onde vão caber aqui duas caminhas de bebé??"; pouco descansei nessa noite, adormeci tarde, sonhei muito, respirei fundo e suspirei muitas vezes, mesmo a dormir. Isto, disse-me o meu marido, que tentava dormir ao meu lado, "parecia que já estavas em trabalho de parto".

Demorei algum tempo a assimilar a novidade, a acalmar as minhas dúvidas e ansiedade, mas aos poucos fui-me habituando à ideia. Ao longo da gravidez, não foram poucas as vezes em que dei comigo a pensar se seria mesmo verdade, se isto me estava mesmo a acontecer, num mix de felicidade, espanto, receio e nervosismo (e porque não dizê-lo, pânico!) porque se por um lado me sentia muito contente e até mesmo sortuda por tamanha bênção, por outro sentia-me muito apreensiva com o que aí vinha... Mãe de primeira viagem e logo de gémeos? Ainda para mais, não tendo eu qualquer experiência com crianças - medo, muito medo...!

Desde aquele dia em que uma frase tão curta nos virou a nós e ao nosso mundo de pernas para o ar, passaram três anos. Lembro-me de como tudo me pareceu tão assustador quando ouvi "são gémeos!", lembro-me de como foram difíceis os primeiros tempos (o medo de não conseguir que comessem e ganhassem peso, os escassos tempos de descanso, toda logística para sair de casa com elas, o carrinho que ocupava toda a bagageira do carro, os biberons para esterilizar que pareciam não mais acabar) e de como quase nem saí do meu quarto durante o primeiro mês de vida delas, lembro-me de tudo isso mas com o passar do tempo essas memórias vão suavizando e as dificuldades vão parecendo cada vez mais desfocadas. Estão cá e não se esquecem, mas com os novos desafios que vão surgindo a cada dia tudo vai parecendo mais fácil, além de sabermos que vivemos momentos e situações que quem só tem um filho (ou um filho de cada vez) não vive. Já para não falar de que as princesas são lindas, maravilhosas, o nosso orgulho! E vendo bem, foi difícil sim (às vezes ainda é), mas conseguimos e até temos feito um bom trabalho :) :)

Naquele Dia Mundial da Música ouvimos "são gémeos!" pela primeira vez, algo que nunca tínhamos pensado ouvir, mas olhando agora para as miúdas que dormem no quarto ali ao lado, é incrível como a partir de uma frase tão simples sai uma "música" tão completa e com ritmos tão variados... É música para os nossos ouvidos!

[E sim, claro que só assim é que não me esqueci do dia em que soubemos a notícia: se não fosse a coincidência de ser o Dia Mundial da Música, provavelmente não me iria lembrar, que desde que fui mãe a minha memória já não é o que era!]



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