16 setembro 2014

Mães de gémeos - estudo sobre saúde e longevidade

Hoje transcrevo um artigo que partilharam na minha página do Facebook há algum tempo.
É acerca de um estudo que foi feito sobre mães de gémeos e a maravilha da genética! ;) Uma das conclusões tiradas deste estudo, é que ser mãe de gémeos não traz mais saúde, mas quem tem gémeos é mais forte e saudável.

Mas antes do artigo que encontrei, que ainda é algo extenso, deixo-vos umas fotos muito queridas de bebés gémeos que fui encontrando na net. É impossível não sorrir ao ver estas fofuras...


 

 

                


Agora sim, caso alguém tenha ficado reticente com o meu penúltimo post, passo-vos o artigo com o qual espero transmitir bons pensamentos, energia positiva, sei lá, orgulho da vossa condição e até uma ponta de vaidade (?!); afinal isto de ser mãe de gémeos não é para todas! Leiam abaixo e digam lá se não tenho razão?



Mulheres que dão à luz gêmeos vivem mais se comparadas a outras mães

Ter gêmeos não é mais saudável para as mães, mas mulheres mais fortes são mais propensas a terem gêmeos


Comparadas às outras mães, as mulheres que dão à luz a gêmeos vivem mais, têm mais filhos do que o esperado, tem bebês com intervalos mais curtos durante um tempo mais longo e são mais velhas quando têm seu último filho, segundo um estudo da University of Utah, nos Estados Unidos.
A descoberta não implica que ter gêmeos é saudável para as mulheres, mas sim que as mulheres saudáveis têm uma chance maior de ter gêmeos, diz o demógrafo Ken. R. Smith, autor sênior do estudo e professor de estudos da família e do consumidor.
"Ter gêmeos não vai te fazer mais forte ou mais saudável, mas mulheres mais fortes e mais saudáveis são mais propensas a ter gêmeos naturalmente", diz Shannen Robson, o primeiro autor do estudo e recente Ph.D. em antropologia pela University of Utah.
Smith acrescenta: "A opinião predominante é que o peso da gravidez é maior quando se espera por gêmeos. Mas, nós encontramos o oposto: as mulheres que, naturalmente, têm gêmeos, de fato vivem mais e são realmente mais férteis".
O estudo, financiado pelo National Institute on Aging, foi programado para a publicação online quarta-feira, 11 de maio na revista Proceedings of the Royal Society B.
A pesquisa foi baseada em dados de 58.786 mulheres não praticantes de poligamia. Mulheres nascidas em Utah entre 1807 e 1899, viveram até os 50 anos de idade e casaram-se uma vez, depois de 1850, com maridos que estavam vivos quando suas esposas tinham 50 anos. Destas, 4.603 eram mães de gêmeos e 54.183 deram à luz apenas para um bebê de cada vez.
Os registros vieram do banco de dados da população de Utah, que está entre as genealogias informatizadas mais abrangentes o mundo e inclui registros vitais de imigrantes predominantemente mórmons e de seus descendentes, já nascidos em Utah. A base de dados inclui informações sobre 6,4 milhões de pessoas a partir do início de 1800 até o presente.
A amostra de 4.603 mães de gêmeos é "o maior conjunto de dados históricos de fertilidade natural sobre mães de gêmeos já publicado, pelo menos 18 vezes maior do que qualquer amostra histórica previamente analisada", diz Robson.
As implicações de ter gêmeos como um indicador de saúde
"As pessoas estão sempre interessadas no que afeta o tempo que vamos viver", diz Smith, que dirige a University of Utah's Pedigree and Population Resource, que mantém e gerencia o banco de dados da população de Utah. "É complicado. Existem muitos fatores que contribuem para a saúde, a longevidade e o envelhecimento".
"Este estudo tem sido capaz de identificar - e é um resultado bastante novo - outro fator importante que contribui para a saúde e a longevidade nos próximos anos: que mulheres que dão à luz a gêmeos parecem ser mais saudáveis", diz Smith. "A saúde inata contribui para a sua capacidade de ter gêmeos e contribui também para a sua longevidade".
No entanto, ele enfatiza que o estudo examinou mulheres que viveram até após a menopausa, não aquelas que morreram mais cedo, talvez na hora do parto. "Nós sabemos que as mulheres que têm gêmeos, trigêmeos e assim por diante têm complicações médicas e que sua saúde às vezes fica comprometida", diz Smith. "Mas nós estamos falando sobre a visão de longo prazo".
"As mulheres que têm filhos são fundamentalmente jovens e saudáveis", acrescenta. "Então, o risco de morrer no parto é muito baixo. As mulheres que têm gêmeos têm um risco um pouco elevado de mortalidade ao longo desses anos [férteis], mas a grande maioria dessas mulheres atinge a idade de 50 anos, e somos capazes de observar que elas têm vidas mais saudáveis".
Ter gêmeos pode ser algo próprio de determinadas famílias, mas, estudos anteriores mostraram que os fatores ambientais são mais importantes - Fatores como a mãe ser mais saudável ou dar à luz com mais idade, são mais propensos a produzir gêmeos.
Smith diz que hoje em dia muitas pessoas "fazem coisas para ter vidas mais saudáveis e longas. Mas há um certo aspecto sobre quanto tempo você vai viver e quão saudável você vai ser que é inato -Basicamente, afetado por sua composição biológica". As mães de gêmeos do estudo "não optaram por ter esta capacidade. Elas só o fizeram".
O estudo foi projetado para observar os efeitos do nascimento natural de gêmeos, assim a população do estudo viveu antes que o controle de natalidade e os tratamentos para a infertilidade estivessem disponíveis.
"Nós estamos dizendo que as mulheres que têm gêmeos naturalmente têm algo que as torna mais saudáveis", diz Smith. "Somos capazes de ver isto nestas mulheres ancestrais, porque tinham muitos filhos e não tinham tratamentos de fertilidade. Eles deixaram um legado através de seus descendentes que podem, todos, compartilhar desta característica desejável de ser saudável".
Para as mulheres de hoje "que têm acesso a tratamentos de infertilidade e que têm gêmeos - o que não é incomum - nós simplesmente não sabemos como isso vai afetar a saúde delas", ele acrescenta. "Não estamos incentivando as mulheres a procurar ativamente ter gêmeos para que possam viver mais tempo. Esta não é uma conclusão que podemos tirar".
As descobertas
O estudo também diferenciou as mulheres que nasceram entre 1870 e 1899 daquelas nascidas antes de 1870, quando o início da urbanização moderna em Utah aliviou as pressões para que as esposas que moravam em fazendas começassem a ter filhos em uma idade jovem para ajudar com as tarefas. As mães de gêmeos eram mais saudáveis do que mães de apenas um filho em ambos os grupos.
Os pesquisadores não estudaram trigêmeos ou outros nascimentos múltiplos, porque havia muito pouco para analisar, mesmo em uma amostra tão grande população. O estudo não fez distinção entre gêmeos fraternos e gêmeos idênticos, porque o banco de dados também não o fez. Os gêmeos idênticos são raros.
Os pesquisadores também ajustaram os dados para o controle estatístico de vários fatores, incluindo o fato de que a chance de se ter gêmeos aumenta com a maior idade materna e com a filiação religiosa, uma vez que os mórmons em Utah, historicamente, têm mais filhos do que os não-mórmons.
Pesquisadores descobriram que em comparação com as mães que deram à luz um filho por vez:
As mães de gêmeos viveram mais tempo após a menopausa. Para as nascidas antes de 1870, o risco anual de morte após 50 anos de idade era 7,6% menor, uma porcentagem estatisticamente significativa. Para as mães de gêmeos nascidas entre 1870 e 1899, o risco anual de morte após 50 anos de idade era 3,3% menor do que para as mães que não tiveram gêmeos, o que não é estatisticamente significativo.
A robustez inata de uma mulher - o fator que torna mais provável ter gêmeos - foi mais importante antes de 1870, durante a época dos desbravadores. "Quando se é uma mulher mais dura, esta dureza é mais aparente quando você é testada pela adversidade", diz Smith.
As mulheres que deram à luz a gêmeos tiveram mais filhos do que o esperado devido ao simples nascimento de gêmeos. As mães no grupo pré-1870 tinham, em média, 8,39 filhos enquanto as mulheres no grupo 1870-1899 tinham uma média de 5,72 filhos. Mães de gêmeos tinham em média de 1,9 a 2,3 mais filhos, respectivamente, do que a média após o controle de vários fatores. "Por ter gêmeos, você está tendo mais um filho, por definição, mas elas ultrapassaram a definição e, portanto, tiveram mais partos simples também", mesmo após o controle para as mães de gêmeos que tiveram mais nascimentos únicos para substituir os gêmeos que morreram, diz Robson.
As mães de gêmeos tinham um intervalo menor entre os nascimentos. Para todas as mães do estudo, o intervalo médio entre partos foi de 2,62 anos para as mulheres nascidas antes de 1870 e de 3,24 anos para as mulheres nascidas entre 1870 e 1899. Para ambos os grupos, as mães de gêmeos tiveram, em média, menos duas semanas entre os nascimentos - um tempo que parece curto, mas que não deixa de ser importante. "O menor intervalo entre os partos é uma indicação da saúde física da mãe", disse Smith.
O período de reprodução - a idade no último nascimento menos a idade no primeiro parto - foi mais longo para mães de gêmeos, mesmo quando controlando pela idade no casamento. Para as mulheres nascidas antes de 1870, as mães de gêmeos tiveram média reprodutiva de 18 anos e quatro meses contra 18 anos para as mães que deram à luz um filho por vez. Para as mulheres nascidas entre 1870 e 1899, as mães de gêmeos tinham média reprodutiva de 14 anos e 11 meses contra 14 anos para as mães que deram à luz um filho por vez. Ambos os resultados foram estatisticamente significativos.
Mães de gêmeos também eram mais velhas no momento de seu último parto. A idade média ao último nascimento era de 39,7 anos para as mulheres nascidas antes de 1870, e 36,2 anos para as mulheres nascidas entre os anos 1870 e 1899. As mães de gêmeos tiveram seus últimos nascimentos 4,8 meses mais tarde e 14 meses mais tarde, respectivamente.

Fonte: Isaude.net

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