03 outubro 2014
01 outubro 2014
Eu vejo a luz - filme Entrelaçados da Disney
Já que falo de música, e sendo o Dia Mundial dela, deixo aqui o link de mais uma música para as minhas princesas. Hoje com um significado ainda mais especial para mim: neste mesmo dia, há dois anos atrás, recebia a inesperada notícia de que ia ter dois bebés!
A importância da música na infância
Hoje é Dia Mundial da Música e como tal aproveito a deixa para vos dar a conhecer um estudo que foi feito no Brasil acerca da relação entre a música e o processo de alfabetização das crianças.
A música é muito importante em qualquer idade, mas no caso das crianças, como poderão ler, é extremamente benéfica. Sendo uma linguagem universal, está presente no nosso quotidiano nas mais diversas e simples situações, muitas das vezes sem sequer nos darmos conta. O que é certo, é que o mundo não seria o mesmo sem música, tal como nós próprios.
Além de eu sempre ter gostado muito de música, cá em casa ela tem uma importância maior graças ao meu marido, que é músico profissional. Como ele já tem dito algumas vezes, as nossas vidas deviam ter uma banda sonora como nos filmes, música de fundo adequada a cada ocasião. E eu concordo com ele!
Crianças que têm contato com música aprendem a ler e a escrever com mais facilidade
Estudo comprova associação entre aprender a cantar e a tocar instrumentos com processo de alfabetização
Pode ser no carro, na sala de aula ou na festa de aniversário. Ouvir música com as crianças é sempre uma delícia, certo? O contato precoce com este tipo de arte ainda é capaz de beneficiar o aprendizado do seu filho. Cantar e tocar instrumentos faz com que ele estimule áreas neuronais que serão trabalhadas futuramente em outras funções – como nos cálculos matemáticos ou na leitura de textos.
Tudo começa na fase de musicalização: de forma lúdica, sem ainda formalizar conhecimentos, a criança desenvolve a percepção auditiva. “Ela é capaz de distinguir um som agudo de um som grave. Se ouvir uma valsa e, em seguida, uma marcha, perceberá também a mudança de ritmo”, explica Margarete Kischi Diniz, coordenadora de música do Colégio Porto Seguro, na unidade Morumbi (SP). Essa percepção só é possível porque há um estímulo na região cerebral denominada córtex auditivo. Além disso, ouvir uma canção trabalha a coordenação motora, já que seu filho sentirá o ritmo e o reproduzirá com movimentos corporais – aqueles passos de dança que encantam a família.
Aos 6 anos, em geral, a escola passa a formalizar o ensino musical, apresentando técnicas para tocar instrumentos, notas musicais e partituras. E é justamente esse tipo de conhecimento que auxiliará o processo de alfabetização da criança. “Os princípios de aprender uma canção e de ler um texto são muito parecidos. É a transformação da língua falada em símbolos que precisam ser decodificados”, esclarece Antonio Carlos de Farias, neurologista do Hospital Pequeno Príncipe (PR). Compare: a partitura passa a ser o símbolo que traduz o som ouvido. A palavra escrita segue a mesma lógica, já que é uma representação no papel do que é ouvido nas conversas.
Essa relação foi também comprovada por um estudo recente organizado pela Northwestern University, nos Estados Unidos. Crianças de 9 a 10 anos foram divididas em dois grupos: o primeiro teve lições de música por dois anos e o segundo, nenhum contato escolar com a disciplina. Após o período, os cientistas descobriram que aquelas que aprenderam a cantar e a tocar instrumentos tiveram melhor desempenho em leitura e em escrita. Elas conseguiam distinguir sons com mais facilidade que as demais e não tinham dificuldade de concentração em ambientes agitados.
Além disso, a música é um excelente incentivo à linguagem, por auxiliar na aquisição de vocabulário. Até a interpretação de texto é beneficiada pelo contato com as canções. “A memória operacional se desenvolve e faz com que a criança escute uma música e preste atenção ao que está sendo cantado. Ela consegue absorver a mensagem e o sentimento transmitido. Esse mesmo processo é encontrado ao ler um livro, que exige a concentração para dar significado à história”, explica o neurologista. Acredite: até o aprendizado de matemática é auxiliado, considerando que os números são símbolos, assim como as notas musicais.
Crianças que têm contato com música aprendem a ler e a escrever com mais facilidade
Estudo comprova associação entre aprender a cantar e a tocar instrumentos com processo de alfabetização
Pode ser no carro, na sala de aula ou na festa de aniversário. Ouvir música com as crianças é sempre uma delícia, certo? O contato precoce com este tipo de arte ainda é capaz de beneficiar o aprendizado do seu filho. Cantar e tocar instrumentos faz com que ele estimule áreas neuronais que serão trabalhadas futuramente em outras funções – como nos cálculos matemáticos ou na leitura de textos.
Tudo começa na fase de musicalização: de forma lúdica, sem ainda formalizar conhecimentos, a criança desenvolve a percepção auditiva. “Ela é capaz de distinguir um som agudo de um som grave. Se ouvir uma valsa e, em seguida, uma marcha, perceberá também a mudança de ritmo”, explica Margarete Kischi Diniz, coordenadora de música do Colégio Porto Seguro, na unidade Morumbi (SP). Essa percepção só é possível porque há um estímulo na região cerebral denominada córtex auditivo. Além disso, ouvir uma canção trabalha a coordenação motora, já que seu filho sentirá o ritmo e o reproduzirá com movimentos corporais – aqueles passos de dança que encantam a família.
Aos 6 anos, em geral, a escola passa a formalizar o ensino musical, apresentando técnicas para tocar instrumentos, notas musicais e partituras. E é justamente esse tipo de conhecimento que auxiliará o processo de alfabetização da criança. “Os princípios de aprender uma canção e de ler um texto são muito parecidos. É a transformação da língua falada em símbolos que precisam ser decodificados”, esclarece Antonio Carlos de Farias, neurologista do Hospital Pequeno Príncipe (PR). Compare: a partitura passa a ser o símbolo que traduz o som ouvido. A palavra escrita segue a mesma lógica, já que é uma representação no papel do que é ouvido nas conversas.
Essa relação foi também comprovada por um estudo recente organizado pela Northwestern University, nos Estados Unidos. Crianças de 9 a 10 anos foram divididas em dois grupos: o primeiro teve lições de música por dois anos e o segundo, nenhum contato escolar com a disciplina. Após o período, os cientistas descobriram que aquelas que aprenderam a cantar e a tocar instrumentos tiveram melhor desempenho em leitura e em escrita. Elas conseguiam distinguir sons com mais facilidade que as demais e não tinham dificuldade de concentração em ambientes agitados.
Além disso, a música é um excelente incentivo à linguagem, por auxiliar na aquisição de vocabulário. Até a interpretação de texto é beneficiada pelo contato com as canções. “A memória operacional se desenvolve e faz com que a criança escute uma música e preste atenção ao que está sendo cantado. Ela consegue absorver a mensagem e o sentimento transmitido. Esse mesmo processo é encontrado ao ler um livro, que exige a concentração para dar significado à história”, explica o neurologista. Acredite: até o aprendizado de matemática é auxiliado, considerando que os números são símbolos, assim como as notas musicais.
Em casa
De acordo com a lei nº 11.769, de 2008, a música deve ser conteúdo obrigatório na Educação Básica de todas as escolas brasileiras. O objetivo da exigência não é formar músicos, e sim desenvolver a sensibilidade e a integração dos alunos. Mas atenção: você também deve estimular o contato de seu filho com a música em casa.
Se a criança perceber que os pais valorizam este tipo de arte, também tenderão a apreciá-lo. Não adianta apresentar uma canção de forma artificial – a introdução precisa ser lúdica. Presenteá-la com um tamborzinho ou dançar junto com ela são formas criativas de iniciar o contato.
É importante que você tome certos cuidados: não coloque o som em um volume muito alto, já que a audição da criança ainda não está totalmente amadurecida. E coloque um ritmo compatível à faixa etária – um bebê preferirá algo calmo, como música clássica. O rock pesado pode esperar um pouquinho, certo?
Aproveite o momento de escutar música em família para enriquecer o repertório cultural do seu filho. Apresente a ele tanto compositores nacionais como internacionais, para que, aos poucos, ele desenvolva uma preferência pessoal. E mais: que tal, a cada faixa, contextualizar a obra? Diga em que época a canção foi criada, em que país ela se originou, como são os costumes daquele local. Será uma brincadeira divertida – e os resultados serão para a vida toda!
Fonte: Revista Crescer
30 setembro 2014
Dicas para futuras mamãs de gémeos
Hoje partilho convosco dicas para facilitar a vida às futuras mamãs de gémeos e respetivas famílias. Na verdade, algumas também podem ser úteis para mães de bebés "únicos", mas por esta ser a experiência que vivo diariamente, é em especial aos casos de gémeos que me dirijo. São coisas das quais me fui lembrando e fui seguindo para tentar gerir melhor o tempo que temos, desanuviar e, principalmente, tentar poupar em algumas despesas.
Devem haver muitas mais ideias interessantes e que serão bem úteis, estas são apenas as que me ocorreram e que tenho posto em prática ao longo dos últimos tempos. Se aí desse lado houverem mais sugestões, partilhem-nas por mail para que eu possa acrescentar a esta pequena lista ou comentem mesmo aqui no post. As futuras mães agradecerão de certeza!
Sim, que eu sei o que é ouvir "Parabéns, vai ter gémeos!" e ficar a pensar "e agora...???", a tentar imaginar como vai ser... Espero que vos ajude!
- Abrir listas de nascimento: algumas lojas de artigos para bebé e criança disponibilizam este serviço que, à semelhança das listas de casamento, servem para identificar roupinhas, equipamentos e acessórios que vos interessem para que possam ser comprados e oferecidos por familiares e amigos; além disso, do valor total de compras à data do fecho da lista, uma percentagem reverte em crédito que poderá ser usado nos primeiros meses de vida dos bebés (eu gastei esse valor em sapatos quando as minhas filhotas começaram a andar). Mas tenham atenção ao valor mínimo a atingir para alcançar esta meta - se comprarem um carrinho de passeio e cadeirinhas de segurança novos, à partida, alcançam o valor mínimo; com os todos os outros itens que comprarem na loja para os vossos pequenos, já devem ficar com um valor razoável para gastar mais tarde :)
- Comprar artigos usados: é uma opção para quem não tenha disponibilidade financeira para comprar todo o enxoval novo. Se bem que, agora, já tenho noção de que há coisas que não são usadas tempo suficiente para compensar o investimento... é claro que todas queremos o melhor para os nossos filhos, mas nem sempre o "caro" tem de ser necessariamente o "melhor". Neste ponto há de certeza opiniões muito contraditórias, mas no meu caso dei por mim a escolher não comprar este ou aquele artigo que achava tão giro porque pensava "será mesmo necessário? são duas bebés, tenho tantas outras coisas para comprar e que não posso pôr de parte..." e na maioria das vezes, percebi depois que fiz bem não comprar, não eram bens essenciais... Claro que naquela altura ficamos com pena, mas há que fazer uma escolha consciente e, no fim de contas, chego à conclusão que se tivesse tido só um filho teria gasto muito mais dinheiro em coisas que não eram assim tão importantes!
- Ainda em relação ao tópico anterior, sugiro que visitem uma loja Kid to Kid (no site deles podem ver a localização da loja mais perto de vocês), onde podem encontrar artigos usados, em boas condições e com preços acessíveis. Além desta loja, poderão ver aqueles sites de artigos usados, que são conhecidos por toda a gente e por isso não preciso indicar nomes...
- Pedir coisas emprestadas: há sempre um familiar ou amigo que pode emprestar uma ou outra coisa, daquelas que se usam por relativamente pouco tempo e que ficam praticamente novas arrumadas num sótão ou arrecadação. O que vos emprestarem será uma boa ajuda para tudo o resto que tiverem mesmo de comprar e para alguns miminhos que poderiam ter de ficar de parte se tivessem de comprar tudo!
- Criar registos em sites: registem-se em sites de marcas de fraldas, papas, produtos de higiene, etc. para aproveitarem todas as vantagens que as marcas possam oferecer (cupões de desconto, amostras de produtos, ofertas, campanhas e promoções, passatempos...). Encontrarão também alguns fóruns relacionados com a gravidez / maternidade em geral e outros tópicos em particular (infertilidade por exemplo) em que poderão falar com outras mães, ler as experiências delas e tirar dúvidas.
- Organizar um Chá de Bebé: aconselho vivamente a organizarem uma festinha destas! É um conceito ainda pouco usual por cá, mas acreditem que vale a pena. Deve ser feita mais perto do final da gravidez, mas sugiro que não deixem para muito tarde porque, quando se fala de gémeos, nunca se sabe quando será o final... Ah! E claro, peçam ajuda a alguém para tratar da festa. No meu caso, o Chá de Bebé foi num domingo e passados catorze dias nasceram as minhas meninas, que deveriam nascer só um mês depois... Já estava em casa há um mês e aquela tarde, diferente e muito divertida, na companhia de pessoas amigas, fez-me muito bem! Pensem que, após a chegada dos vossos filhotes, durante algum tempo não terão muitas hipóteses para passar um bom bocado com amigos, a conversar, sem pensarem que está na hora do leite, da muda das fraldas e por aí fora, por isso aproveitem. Esta também é uma boa oportunidade para fazerem uma lista de itens que ainda faltem no enxoval dos bebés para vos serem oferecidos na festa. Eu optei por pedir produtos de higiene para as bebés e, a título de exemplo, no primeiro mês de vida delas não tive de comprar fraldas para a B (a H usava fraldas para prematuros, só vendidas em farmácias).
- Apontar as horas a que os bebés comem: pode parecer estranho, mas acreditem que com as horas mal dormidas, o cansaço acumulado e dois bebés para amamentar todos os auxiliares de memória serão uma preciosa ajuda! Na primeira noite que a H passou comigo e com a B no hospital depois de sair da Unidade de Neonatologia, eu lembrei-me que talvez fosse melhor apontar tudo, mas mesmo tudo (horas, de que lado tinham mamado, se tinham xixi e cocó nas fraldas, etc.). Pensei nas perguntas que as enfermeiras me faziam todas as vezes que iam aos quartos ver as mães e os bebés e fiz um quadro com os nomes das princesas e campos a preencher com as informações, tudo isto num lenço de papel... Sim, podem rir, mas na altura era o que tinha à mão... Sempre que amamentava as meninas, apontava tudo e na manhã seguinte, quando a pediatra e a enfermeira vieram ver-nos e falar comigo porque íamos ter alta, já o diário estava muito composto! Quando a pediatra estava a dizer-me que "seria boa ideia fazer um quadro para apontar as horas do leite das bebés", a enfermeira, que estava atrás dela, sorriu e disse "doutora, pode passar essa parte que esta menina é muito organizada e já tem o trabalho orientado!" enquanto pegava no lenço de papel para lhe mostrar... Por isso já sabem, é uma sugestão apoiada por opiniões profissionais!
- Aceitar e pedir ajuda: isto é muito importante, quer durante a gravidez quer depois, no pós-parto. Por muito bem e felizes que se sintam, lembrem-se que a gravidez gemelar é uma gravidez de risco, pelo que devem ter todo o cuidado e muito repouso. Depois dos vossos bebés nascerem a ajuda continuará a ser preciosa pois será uma fase de adaptação e de muito cansaço, é uma grande mudança. Podemos achar que conseguimos fazer tudo sozinhas, chegar a todo o lado e que temos de ser assim, mas a verdade é que as "super-mulheres" também precisam de ajuda...
22 setembro 2014
18 setembro 2014
Looks das princesas #1
Esta semana, cá pela nossa terra, são dias de festa - Festas e Feira de Verão de Sobral de Monte Agraço.
Além de um programa um pouco pobre este ano, o S. Pedro também não tem ajudado muito à festa e os dias têm sido mais chuvosos do que solarengos... Enfim, de Verão a festa tem tido apenas o nome... Ainda assim, no passado domingo o tempo lá se aguentou durante a tarde e o habitual Cortejo Etnográfico saiu à rua como de costume.
Ora cá estão as minhas meninas a assistir ao cortejo, aqui no início, com muita atenção à música dos tambores e gaitas de foles - não gostassem elas muito de música!
Deixo-vos ainda umas fotos dos looks das pimpolhas nestes quatro dias que tirei para ficar com elas em casa e ir à festa. A prova de que entre presentes de aniversário, listas de nascimento, saldos e promoções conseguem-se uns conjuntinhos bem giros e amorosos, sem "derreter" totalmente a carteira! Sim, que vestir meninas é uma perdição, mas quando são gémeas temos de fazer bem as contas porque quase todas as despesas são a dobrar...!
Vestidos: Zara Kids (oferecidos pelos amigos Gonçalo, São e Pedro)
Sapatos: Prénatal
Gancho: Zippy | Fita com laço (oferecida pela tia Mafalda)
Vestidos: Prénatal
Chapéus (na 1ª foto): Zippy
Vestidos: Zippy
Sapatos: Prénatal
Bandolete: Zippy | Fita com laço (oferecida pela tia Mafalda)
Vestidos: C&A (oferecidos pelos avós, Lina e Zé)
Ganchos: Jumbo
As minhas filhotas são duas autênticas princesas e eu, uma mamã babada! :) :)
16 setembro 2014
Mães de gémeos - estudo sobre saúde e longevidade
Hoje transcrevo um artigo que partilharam na minha página do Facebook há algum tempo.
É acerca de um estudo que foi feito sobre mães de gémeos e a maravilha da genética! ;) Uma das conclusões tiradas deste estudo, é que ser mãe de gémeos não traz mais saúde, mas quem tem gémeos é mais forte e saudável.
Mas antes do artigo que encontrei, que ainda é algo extenso, deixo-vos umas fotos muito queridas de bebés gémeos que fui encontrando na net. É impossível não sorrir ao ver estas fofuras...
Mas antes do artigo que encontrei, que ainda é algo extenso, deixo-vos umas fotos muito queridas de bebés gémeos que fui encontrando na net. É impossível não sorrir ao ver estas fofuras...


Agora sim, caso alguém tenha ficado reticente com o meu penúltimo post, passo-vos o artigo com o qual espero transmitir bons pensamentos, energia positiva, sei lá, orgulho da vossa condição e até uma ponta de vaidade (?!); afinal isto de ser mãe de gémeos não é para todas! Leiam abaixo e digam lá se não tenho razão?
Mulheres que dão à luz gêmeos vivem mais se comparadas a outras mães
Ter gêmeos não é mais saudável para as mães, mas mulheres mais fortes são mais propensas a terem gêmeos
Mulheres que dão à luz gêmeos vivem mais se comparadas a outras mães
Ter gêmeos não é mais saudável para as mães, mas mulheres mais fortes são mais propensas a terem gêmeos
Comparadas às outras mães, as mulheres que dão à luz a gêmeos vivem mais, têm mais filhos do que o esperado, tem bebês com intervalos mais curtos durante um tempo mais longo e são mais velhas quando têm seu último filho, segundo um estudo da University of Utah, nos Estados Unidos.
A descoberta não implica que ter gêmeos é saudável para as mulheres, mas sim que as mulheres saudáveis têm uma chance maior de ter gêmeos, diz o demógrafo Ken. R. Smith, autor sênior do estudo e professor de estudos da família e do consumidor.
"Ter gêmeos não vai te fazer mais forte ou mais saudável, mas mulheres mais fortes e mais saudáveis são mais propensas a ter gêmeos naturalmente", diz Shannen Robson, o primeiro autor do estudo e recente Ph.D. em antropologia pela University of Utah.
Smith acrescenta: "A opinião predominante é que o peso da gravidez é maior quando se espera por gêmeos. Mas, nós encontramos o oposto: as mulheres que, naturalmente, têm gêmeos, de fato vivem mais e são realmente mais férteis".
O estudo, financiado pelo National Institute on Aging, foi programado para a publicação online quarta-feira, 11 de maio na revista Proceedings of the Royal Society B.
A pesquisa foi baseada em dados de 58.786 mulheres não praticantes de poligamia. Mulheres nascidas em Utah entre 1807 e 1899, viveram até os 50 anos de idade e casaram-se uma vez, depois de 1850, com maridos que estavam vivos quando suas esposas tinham 50 anos. Destas, 4.603 eram mães de gêmeos e 54.183 deram à luz apenas para um bebê de cada vez.
Os registros vieram do banco de dados da população de Utah, que está entre as genealogias informatizadas mais abrangentes o mundo e inclui registros vitais de imigrantes predominantemente mórmons e de seus descendentes, já nascidos em Utah. A base de dados inclui informações sobre 6,4 milhões de pessoas a partir do início de 1800 até o presente.
A amostra de 4.603 mães de gêmeos é "o maior conjunto de dados históricos de fertilidade natural sobre mães de gêmeos já publicado, pelo menos 18 vezes maior do que qualquer amostra histórica previamente analisada", diz Robson.
As implicações de ter gêmeos como um indicador de saúde
"As pessoas estão sempre interessadas no que afeta o tempo que vamos viver", diz Smith, que dirige a University of Utah's Pedigree and Population Resource, que mantém e gerencia o banco de dados da população de Utah. "É complicado. Existem muitos fatores que contribuem para a saúde, a longevidade e o envelhecimento".
"Este estudo tem sido capaz de identificar - e é um resultado bastante novo - outro fator importante que contribui para a saúde e a longevidade nos próximos anos: que mulheres que dão à luz a gêmeos parecem ser mais saudáveis", diz Smith. "A saúde inata contribui para a sua capacidade de ter gêmeos e contribui também para a sua longevidade".
No entanto, ele enfatiza que o estudo examinou mulheres que viveram até após a menopausa, não aquelas que morreram mais cedo, talvez na hora do parto. "Nós sabemos que as mulheres que têm gêmeos, trigêmeos e assim por diante têm complicações médicas e que sua saúde às vezes fica comprometida", diz Smith. "Mas nós estamos falando sobre a visão de longo prazo".
"As mulheres que têm filhos são fundamentalmente jovens e saudáveis", acrescenta. "Então, o risco de morrer no parto é muito baixo. As mulheres que têm gêmeos têm um risco um pouco elevado de mortalidade ao longo desses anos [férteis], mas a grande maioria dessas mulheres atinge a idade de 50 anos, e somos capazes de observar que elas têm vidas mais saudáveis".
Ter gêmeos pode ser algo próprio de determinadas famílias, mas, estudos anteriores mostraram que os fatores ambientais são mais importantes - Fatores como a mãe ser mais saudável ou dar à luz com mais idade, são mais propensos a produzir gêmeos.
Smith diz que hoje em dia muitas pessoas "fazem coisas para ter vidas mais saudáveis e longas. Mas há um certo aspecto sobre quanto tempo você vai viver e quão saudável você vai ser que é inato -Basicamente, afetado por sua composição biológica". As mães de gêmeos do estudo "não optaram por ter esta capacidade. Elas só o fizeram".
O estudo foi projetado para observar os efeitos do nascimento natural de gêmeos, assim a população do estudo viveu antes que o controle de natalidade e os tratamentos para a infertilidade estivessem disponíveis.
"Nós estamos dizendo que as mulheres que têm gêmeos naturalmente têm algo que as torna mais saudáveis", diz Smith. "Somos capazes de ver isto nestas mulheres ancestrais, porque tinham muitos filhos e não tinham tratamentos de fertilidade. Eles deixaram um legado através de seus descendentes que podem, todos, compartilhar desta característica desejável de ser saudável".
Para as mulheres de hoje "que têm acesso a tratamentos de infertilidade e que têm gêmeos - o que não é incomum - nós simplesmente não sabemos como isso vai afetar a saúde delas", ele acrescenta. "Não estamos incentivando as mulheres a procurar ativamente ter gêmeos para que possam viver mais tempo. Esta não é uma conclusão que podemos tirar".
As descobertas
O estudo também diferenciou as mulheres que nasceram entre 1870 e 1899 daquelas nascidas antes de 1870, quando o início da urbanização moderna em Utah aliviou as pressões para que as esposas que moravam em fazendas começassem a ter filhos em uma idade jovem para ajudar com as tarefas. As mães de gêmeos eram mais saudáveis do que mães de apenas um filho em ambos os grupos.
Os pesquisadores não estudaram trigêmeos ou outros nascimentos múltiplos, porque havia muito pouco para analisar, mesmo em uma amostra tão grande população. O estudo não fez distinção entre gêmeos fraternos e gêmeos idênticos, porque o banco de dados também não o fez. Os gêmeos idênticos são raros.
Os pesquisadores também ajustaram os dados para o controle estatístico de vários fatores, incluindo o fato de que a chance de se ter gêmeos aumenta com a maior idade materna e com a filiação religiosa, uma vez que os mórmons em Utah, historicamente, têm mais filhos do que os não-mórmons.
Pesquisadores descobriram que em comparação com as mães que deram à luz um filho por vez:
As mães de gêmeos viveram mais tempo após a menopausa. Para as nascidas antes de 1870, o risco anual de morte após 50 anos de idade era 7,6% menor, uma porcentagem estatisticamente significativa. Para as mães de gêmeos nascidas entre 1870 e 1899, o risco anual de morte após 50 anos de idade era 3,3% menor do que para as mães que não tiveram gêmeos, o que não é estatisticamente significativo.
A robustez inata de uma mulher - o fator que torna mais provável ter gêmeos - foi mais importante antes de 1870, durante a época dos desbravadores. "Quando se é uma mulher mais dura, esta dureza é mais aparente quando você é testada pela adversidade", diz Smith.
As mulheres que deram à luz a gêmeos tiveram mais filhos do que o esperado devido ao simples nascimento de gêmeos. As mães no grupo pré-1870 tinham, em média, 8,39 filhos enquanto as mulheres no grupo 1870-1899 tinham uma média de 5,72 filhos. Mães de gêmeos tinham em média de 1,9 a 2,3 mais filhos, respectivamente, do que a média após o controle de vários fatores. "Por ter gêmeos, você está tendo mais um filho, por definição, mas elas ultrapassaram a definição e, portanto, tiveram mais partos simples também", mesmo após o controle para as mães de gêmeos que tiveram mais nascimentos únicos para substituir os gêmeos que morreram, diz Robson.
As mães de gêmeos tinham um intervalo menor entre os nascimentos. Para todas as mães do estudo, o intervalo médio entre partos foi de 2,62 anos para as mulheres nascidas antes de 1870 e de 3,24 anos para as mulheres nascidas entre 1870 e 1899. Para ambos os grupos, as mães de gêmeos tiveram, em média, menos duas semanas entre os nascimentos - um tempo que parece curto, mas que não deixa de ser importante. "O menor intervalo entre os partos é uma indicação da saúde física da mãe", disse Smith.
O período de reprodução - a idade no último nascimento menos a idade no primeiro parto - foi mais longo para mães de gêmeos, mesmo quando controlando pela idade no casamento. Para as mulheres nascidas antes de 1870, as mães de gêmeos tiveram média reprodutiva de 18 anos e quatro meses contra 18 anos para as mães que deram à luz um filho por vez. Para as mulheres nascidas entre 1870 e 1899, as mães de gêmeos tinham média reprodutiva de 14 anos e 11 meses contra 14 anos para as mães que deram à luz um filho por vez. Ambos os resultados foram estatisticamente significativos.
Mães de gêmeos também eram mais velhas no momento de seu último parto. A idade média ao último nascimento era de 39,7 anos para as mulheres nascidas antes de 1870, e 36,2 anos para as mulheres nascidas entre os anos 1870 e 1899. As mães de gêmeos tiveram seus últimos nascimentos 4,8 meses mais tarde e 14 meses mais tarde, respectivamente.
Fonte: Isaude.net
11 setembro 2014
"Ah!! São gémeos... É tão giro, gostava tanto de ter gémeos!"

Quem tem filhos gémeos ouve esta frase muitas, muitas vezes... E há de certeza outras mães que partilham da mesma realidade e opinião do que eu: às vezes apetece-me dizer "sim, é muito giro, principalmente na casa dos outros!". Isto porque há dias mais fáceis do que outros (aliás, com gémeos não há dias fáceis, nós é que aprendemos a descomplicar ao máximo e a levar as coisas da forma mais descontraída e simples possível) e porque grande parte das vezes ouvimos isto de pessoas que só têm um filho ou não têm nenhum ainda.
Mas não me interpretem mal. ADORO ser mãe de gémeas! Sinto-me verdadeiramente abençoada. É maravilhoso, muito compensador e enriquecedor, vivem-se situações e experiências únicas e incríveis; mas também se vivem situações caricatas e algumas menos boas.
As minhas meninas estão a completar os 18 meses e agora as coisas já se passam bem melhor! Sinto que agora já conseguimos desfrutar mais delas, mesmo havendo sempre tanto para fazer. O primeiro ano de vida delas foi extremamente cansativo e desgastante para nós, pais, e elas até nem têm sido crianças difíceis. Mas ser "pais de primeira viagem" e logo em dose dupla é dose! O primeiro mês, esse foi duro. Elas nasceram de 35 semanas, o que não é nada mau, e apesar de terem nascido com baixo peso, rapidamente chegaram aos valores ditos normais. Mas por terem nascido com apenas 1.720 Kgs e 2.265 Kgs, a pressão era enorme - nada podia falhar, e principalmente, tínhamos de ser rigorosos com os horários para elas comerem.
Quando oiço algumas histórias de bebés prematuros tenho noção de que o caso das minhas filhas correu muito bem e os pesos delas, mesmo sendo baixos, não eram tão baixos quanto alguns que já tenho ouvido.
Com este meu post não quero alarmar futuras mamãs que estão à espera de gémeos, nem tão pouco dar a ideia errada de que não é bom ter filhos gémeos. Nada disso, muito pelo contrário. Acho apenas que é importante ter noção de que a vida vai mudar por completo e que os primeiros tempos serão exigentes; não pensem que tudo vai ser fácil e cor-de-rosa para não se sentirem dececionadas depois.
Houve momentos em que perguntei a mim própria se seria capaz, se teria o que era preciso para ser mãe, tive dúvidas e receios. Poderá acontecer o mesmo convosco ou não, pois não somos todos iguais, mas se acontecer lembrem-se que isso é normal, é sentir a responsabilidade de termos dois pequenos seres que dependem de nós nos braços. Mas saibam também que passadas as dificuldades e dúvidas dos primeiros tempos, é algo lindo de viver, uma enorme felicidade! Preocupações vamos sempre ter, tenham os nossos filhos a idade que tiverem, por isso aproveitem bem todos os momentos.
Sempre pensei que ser mãe devia ser fantástico, agora sei que é melhor ainda do que imaginava antes! :) :)
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