21 abril 2016

Ai o que me espera...

Ainda não chegámos à adolescência e já ouvi que sou chata...!


As meninas adoram os pais, os meninos não largam as mães; eu sei que é assim, mas não tenho culpa de ter tido duas meninas!! Quando eram mais pequenas não era tanto assim, mas de há uns tempos para cá, é quase uma obsessão com o pai, parece que nem querem saber de mim! Uma destas noites, estava no quarto delas a preparar-lhes a roupa para o dia seguinte e elas que estavam já deitadas, discutiam porque ambas queriam o mesmo peluche para dormir (para lhes fazer companhia a elas e aos outros bonecos que já tinham na cama), o cão Farrusco, que estava com a H - a B tinha o gato Pimpão mas queria trocar com a irmã, que não estava para aí virada. Tento mudar o assunto e pergunto que história querem que leia. Além de continuarem a discutir, embirram que não querem que seja eu a ler a história. Uma noite lê o pai, outra noite leio eu, quase sempre é assim e era a minha vez...
Mãe - Então qual é a história hoje?
H e B - Não és tu, queremos o pai!
Mãe - E porque é que não posso ser eu?
B - És chata! [foi a primeira vez que alguma delas me chamou chata :( ]
Mãe - Ai sou chata, é?
H - Não é nada chata, é linda!
B - É chata!! [e esta foi a segunda vez; pronto, está aberta a Caixa de Pandora...]
H - Não, linda!!
Logo a seguir a isto, "caiu-lhes a ficha" e voltaram ao que era realmente importante, a disputa pelo cão. Depois de usar um género de psicologia inversa com a H (e vá, alguma sorte!), lá consegui convencê-la a trocar de boneco com a irmã, não sem que a B não se irritasse e continuasse a reclamar de tudo o que eu dizia, de tão convincente e boa que foi a minha técnica (ou de tanto ela gostar de me fazer frente e de me contrariar, acho que foi mais isto que aconteceu)... Trocaram o cão e o gato uma com a outra e elas os bonecos ficaram tão satisfeitos que "deram umas lambidelas" nas caras das donas - aproveitei-me desse momento para, sem mais conversas, pegar no livro e começar a ler a história que elas ouviram até ao fim sem voltarem a reclamar a presença do pai. Acabada a história, fui aconchegar-lhes a roupa e perguntei à B se ainda era chata... "Não mãe" disse ela abraçada ao peluche acabado de conquistar, "então mereço um beijinho sem chucha?", "mereces dois, um com chucha e outro sem chucha!" - ohhh... ei-la de volta ao modo fofinha!

...

Desde cedo mostraram ter personalidades diferentes, intercalando alguns aspetos ao longo do tempo (por exemplo, se uma era mais tímida e passado uns tempos mostrava já mais à-vontade, era a outra que passava a ficar mais tímida). Se antes a H era mais arisca e descarada e a B era sempre meiga e sensível, de há uns tempos para cá inverteram os papéis e embora sejam sempre doces e queridas, quando as coisas não correm como querem tudo muda de figura! A B é a primeira a mudar a voz para um tom autoritário e a franzir as sobrancelhas para fazer um ar assustador e a H limita-se a gritar e espernear. E enquanto a B se tem tornado campeã na modalidade "esticar a corda ao máximo p'ra ver até onde consigo ir e levar a minha avante", a H diz inúmeras vezes gosto de ti e se vê alguém triste vem logo dar beijinhos e abracinhos. E pela conversa sobre quem ia ler a história, dá para perceber quem é que ainda defende a mãe, mesmo querendo MUITO o pai. Eu fico contente por elas gostarem muito do pai, não me interpretem mal, mas gostava que elas quisessem muito os dois e não um em vez do outro :(

Ser mãe de gémeas tem o que se lhe diga, mas nem quero imaginar o que irei passar daqui a mais uns anos... A começar assim, pressinto que a adolescência delas não vá ser fácil... Ou melhor, a minha relação com elas na adolescência... O que vale é que ainda tenho uns anos pela frente, não vou já pensar nisso!


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