26 novembro 2015

Don't be so hard on yourself


Tenho andado um pouco ausente do blog e das redes sociais. Podia dizer que é só por cansaço, mas não estaria a ser totalmente honesta. É verdade que me tenho sentido cansada e quando as miúdas estão finalmente a dormir, já não tenho energia para me sentar ao computador a escrever, mas não tem sido só isso. Estarmos já no outono, com a luz do dia a desaparecer mais cedo e os dias a parecerem demasiado curtos também não tem ajudado (começo a achar que funciono a energia solar...!), mas o que me tem limitado mais tem sido mesmo a minha cabeça e eu própria, ou como diz uma amiga, o meu "complicómetro"...

Volta e meia, cá anda uma nuvenzinha a pairar por cima da minha cabeça, a sugar a minha energia e trazendo com ela muitos pensamentos e emoções... Sabem quando vemos hamsters a correrem numa roda dentro da gaiola? Acho que é a imagem que melhor explica o que sinto / penso nestas alturas: corro, corro, mas não saio do mesmo sítio, não chego a lado algum! Claro que é só no sentido figurado da coisa, pois correr no verdadeiro sentido da palavra é algo que já não faço há muito tempo e se calhar até me fazia bem... Não, não corro a sério, mas fico cansada como se o fizesse porque o meu cérebro não me dá sossego; penso, penso, penso muito e em muitas coisas, tenho imensas ideias para tudo e mais alguma coisa, mas depois há sempre isto ou aquilo que falta (tempo, oportunidade, forma de conseguir, sei lá mais o quê), e fica tudo a meio ou nem isso e o desgaste psicológico de não ver nada acontecer acumula-se... Fico sem rumo, sem foco, a sentir-me perdida e com a sensação de que a vida está a passar por mim, a passar-me ao lado, e eu sem saber o que fazer para a acompanhar.

É esquisito, sim eu sei, mas dá-me para isto de vez em quando sem que eu consiga controlar e quando ando assim, além de não ter energia nem inspiração para quase nada, não acho honesto vir aqui escrever se não estou assim tão feliz como diz o nome do blog... Felizmente, "dá forte mas passa depressa", como se costuma dizer, e com alguma persistência (ou teimosia, por que não dizê-lo), lá volto a entrar nos eixos e a deixar as ideias fluírem (afinal se temos cabeça não pode ser só para fazer cortes de cabelo giros e usar chapéus!) - nunca se sabe quando vamos ter a tal oportunidade, criar a forma de fazer acontecer, arranjar o tempo que falta...

Antes de publicar este post ainda ponderei se o devia fazer, se valeria a pena; lá me decidi que sim porque falar, escrever, partilhar faz bem não só aos narradores mas também aos ouvintes / leitores e embora saiba que poucas serão as pessoas a ler isto que estou a escrever (há que ser realista...), pode ser que alguém se identifique com estas minhas palavras e não se sinta tão só ou mesmo tão estranho nos seus pensamentos - não são poucas as vezes que dou comigo a pensar, por exemplo, "porque não sou uma pessoa normal, que faz o seu trabalho, cuida da família e da casa e isso lhe basta?". Não acho que seja mau querer criar algo novo, ter projetos próprios, continuar a aprender coisas novas, mas se as coisas não acontecem como gostaríamos ao fim de uns tempos começamos a achar que há algo de errado connosco e a situação torna-se desgastante. Ainda nesta minha espiral de emoções, li um post no blog Doce para o meu Doce, vi uma publicação no Instagram da Sophie Paterson Interiors e conheci pessoalmente a Susana do Feliz é quem diz (um projeto do qual sou fã e quero falar em breve!) e estes três momentos inspiradores ajudaram-me a ultrapassar mais esta crise existencial e a decidir que devia escrever isto e publicar. Porque, afinal, há coisas que não são tão únicas e diferentes como julgamos e devemos inspirar-nos uns aos outros :)

Para terminar, transcrevo o refrão da música Don't be so hard on yourself (Jess Glynne), que só pelo nome diz tudo...

I'm standin' on top of the world, right where I wanna be
So how can this dark cloud keep raining over me
But hearts break and hells a place that everyone knows
So don't be so hard on yourself, no


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