13 junho 2015

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Segunda feira, 13 de junho de 2005, oito horas e quarenta e cinco minutos da manhã (talvez fossem quarenta e sete ou quarenta e oito, já não me recordo, mas sei que ainda não eram nove horas)... Lá estava eu à porta do meu novo local de trabalho, onde ia começar a trabalhar nesse dia. Ansiosa com o que ia encontrar, as pessoas que ia conhecer e como iria correr, mas ao mesmo tempo determinada, afinal tinha sido eu a decidir mudar de emprego... Determinada a dar o meu melhor, a pôr em prática tudo o que sabia e sem dúvida determinada a aprender o tanto que tinha de aprender (isto porque além de estar num sítio novo, também a área de trabalho desta empresa era diferente da anterior de onde tinha saído). Quis chegar um pouco mais cedo porque era o meu primeiro dia ali, não queria que as apresentações atrasassem o arranque do dia nem tão pouco queria atrasar-me e causar logo uma má impressão. Mas os minutos foram passando e ninguém aparecia... "Aqui não gozam o feriado de Santo António, não pertence a Lisboa... ou será que gozam e ninguém me avisou?" já estava eu a pensar quando chegou um senhor que passou tão rápido por mim que quase nem me via. "Bom dia", disse eu a sorrir, "eu começo hoje a trabalhar aqui mas não está cá ninguém...", ao que o senhor respondeu, depois de me olhar de alto a baixo, "espera um pouco que já chega alguém" e saiu outra vez porta fora. Eu assim fiz, esperei e entretanto chegou a colega que me recebeu, mostrou-me todo o escritório e explicou o trabalho que eu tinha de fazer. Trazia uma caixa com um bolo na mão e eu lembro-me de pensar "Eh lá! Aqui há bolo para receber os novos funcionários?! Afinal isto já está a correr melhor do que parecia...", mas claro que pensei isto a brincar comigo própria; o bolo era do aniversário dessa colega que tinha feito anos dias antes e com o fim de semana pelo meio, coincidiu levar o bolo no mesmo dia da minha chegada.

Foi assim o início desse dia e da minha experiência naquele escritório onde ainda hoje continuo a trabalhar. Desde então passaram-se 10 anos, a completar hoje, precisamente. DEZ ANOS... Dito assim e para mim, parece-me uma eternidade, mas quando oiço outras pessoas que lá trabalham há muito mais tempo fazerem contas sobre há quanto tempo lá estão, dez anos deixa de parecer assim tanto tempo... Mas caramba! Dez anos são uma década, é muito tempo, não me digam que não! Os filhos dos meus patrões eram miúdos quando ali entrei e agora são adultos, eu vi-os deixarem de ser miúdos, passarem pela adolescência e agora são adultos, o que me leva a olhar para mim e a ter de admitir a realidade - também estou mais velha (claro!), já não sou a jovem de vinte e poucos anos que ali chegou ansiosa e determinada... Não que esteja descontente com a minha idade presente ou com o que o passar dos anos me tem trazido, mas quer se queira quer não, dizer "há dez anos que..." pesa e eu já dou por mim a dizer esta frase em variadas situações (com 10 e até com mais uns aninhos, dependendo dos assuntos).

Em dez anos muito se passou na minha vida: comecei a namorar com o meu marido, compramos a nossa casa, casamos, trouxemos um cão para viver connosco, fiz coach, passeamos e viajamos (não tanto quanto gostávamos, na verdade), travei novas amizades, deixei de parte algumas que talvez não fossem assim tão verdadeiras, fui investindo na minha formação profissional, engravidei e tive as minhas filhas, vi-as nascerem muito pequeninas e crescerem de dia para dia. Com o meu marido (Twins Dad) tenho construído um lar onde vive gente feliz - mesmo naqueles dias em que nos sentimos a remar contra a maré ou que tudo parece correr mal... É ele que me apoia quando me sinto desmotivada, é ele que me convence a não desistir, a ir atrás dos meus sonhos e é às minhas filhas que vou buscar força e inspiração para não desistir; o mesmo acontece no sentido contrário, claro, eu também apoio, convenço, dou força e inspiração (ou pelo menos, faço por isso).

Isto para dizer que, embora dez anos me pareçam muito tempo, não posso ficar presa ao peso desse número. O tempo passa rápido e em pouco tempo muita coisa acontece, muita água corre, quem sabe onde estaremos daqui a dez anos?

 

Em termos de horários e de questões logísticas nem sempre é fácil conseguir fazer o que gosto e continuar a lutar pelos meus objetivos, mas essa é a essência da vida: sem esforço nada se consegue e se não fosse esse esforço, não daríamos o devido valor ao que alcançamos. Quero acreditar e provar a mim própria que é possível elevar uma paixão a algo maior na nossa vida (outros conseguem, também eu hei-de conseguir!) e ao longo dos últimos anos tenho dado pequenos passos nesse sentido. Por isso, aproveito esta data para dizer que estou disponível para fazer projetos de decoração de interiores a título profissional e não apenas a título pessoal como tem sido até agora.

Querem renovar uma divisão das vossas casas mas não sabem por onde começar? Não têm tempo para procurar as peças certas? Precisam de ajuda para dispor de forma harmoniosa o vosso espaço e conjugar elementos já existentes com outros novos? Para tudo isto podem contar comigo :) E desenganem-se se julgam que contratar um designer de interiores é um luxo e que não é para todos. O conceito low-cost existe para permitir encontrar bens e serviços a preços acessíveis, está presente um pouco por todas as áreas, inclusive na decoração de interiores e é um conceito com o qual já estou familiarizada - uma peça cara pode ser conjugada com uma mais barata ou até mesmo com uma reciclada, por exemplo.

Posso prestar apenas um serviço de consultoria ou assumir todo o projeto até à fase de execução, entrem em contacto comigo por mail para saberem mais informações. Terei todo o gosto em vos responder e em ajudar-vos a tornar as vossas casas naquilo que imaginaram :)


Para terminar... Parabéns a mim por estes 10 anos!! E que daqui a outros dez muitas coisas boas tenham acontecido também! Que eu possa dizer que sou ainda mais feliz! :) :)

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